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Maria Emília

Em 10 de janeiro 1945, nasceu em Manaus, na Rua Leonardo Malcheiroso 1921, Praça 14 de Janeiro, Barranco das Palmeiras, a pequena Maria Emília, filha da benzedeira Dona Dalila Renovado de Souza, que recebia a manifestação dos encantados Sr. Tabajara e Sr. Sete da Lira, e do abatazeiro Sr. Raimundo Nonato Renovado, que receberam com alegria a filha princesa, Emília, que se tornaria rainha de seu próprio reinado, construído e conquis-tado nas graças dos próprios esforços, com a benção dos Encantados e Orixás, em uma trajetória gloriosa de aprendizado que a levou ao sacerdócio e a fundação de seu próprio templo. Ainda que anunciada de berço, ela procurou o sumo sacerdote do templo sagrado de Mina Jeje no Maranhão, Tóy Voduno Jorge de Agbê Manjá (Dom Jorge Iracy de Oliveira), a quem sempre foi fiel seguidora e conquistou o respeito dos seus confrades sagrados, após passar por todos os rituais de consagração, até chegar ao posto de Nochê Hunjaí Emília de Tóy Lissá e Agbê Manjá. Já casada, com sr. Francisco Silva Borges, quando adotou o sobrenome do seu esposo e passou a ter o nome cível Maria Emília de Souza Borges, com quem teve 7 filhos biológicos, além de centenas de filhos religiosos que foi recebendo ao longo de sua trajetória sacerdotal. Aliás, além de sacerdotisa, benzedeira, e assistente social autodidata, também foi parteira em um tempo em que as maternidades eram de difícil acesso para os moradores da região. Em 1985 fundou o templo sagrado Centro de Tambores de Mina JeJe Nagô de Toy Lissa e Agebê Manja em Cidade Nova, Manaus, onde milhares de pessoas de todos os cantos do mundo tiveram o prazer de receber graças ao serem atendidos pela sumo sacerdotisa, inclusive nomes ilustres da sociedade manauara e de ouros estados e países. No mesmo endereço também fundou a FUCABEAM, instituição federativa que acolhe outros templos dando orientação e unindo os templos da região. No dia 25 de setembro de 2020, ela deixou o plano terrestre partindo para o nundo sagrado, mas dei-xou plantada uma família preparada para, assim como ela, dar segmento a missão religiosa da Nação Mina.

 

Matéria tirada de: Tribuna Afro Brasileira; editorial jornalista Cosme Ap. Felix MTB 69735-SP

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