Fico na dúvida se estamos passando por uma releitura do nazismo que promove o genocídio de uma grande massa da população, ou um histerismo coletivo onde parte da população não enxerga ou não quer enxergar, que o Brasil foi infeliz nas últimas escolhas eleitorais. Genocídio programado, é uma verdadeira cegueira internacional, escreveu Colette Braeckman no dia 11 de junho de 2011, no Le Monde Diplomatique, quando descreveu a situação em Ruanda na África.
Precisamos repensar melhor quando damos nossa procuração aos políticos para nos representar, já que não sai uma reforma politica onde o voto deixe de ser obrigatório e se exija qualificação comprovada para ser eleitor e elegível.
A responsabilidade do bem ou mal que o Brasil está passando, não é apenas daquele que está na presidência, mas também de todos que votaram nele, e pior ainda, foram eleitos deputados federais e senadores de má qualidade, uns despreparados para o cargo outros, mau intencionados, além daqueles que são guiados por figuras esternas ao mandato, pois não tem competência para exercer o cargo para o qual foram eleitos.
A eleição de religiosos bem como a de miliares deixa uma dúvida, afinal um país democrático, laico, deve ter seus militares nos quartéis protegendo a nação e os religiosos em seus templos guiando seus seguidores para a paz e o amor e não para ódio e guerra.
Em pleno século XXI, a interação dos credos não devem ser conflitantes, mas interativos em pontos civilizados do relacionamento humano, onde o respeito um pelo outro não deve impor uma única verdade, um único jeito de ser, mas sim interagir e respeitar a diversidade, onde cada qual tem livre arbitro para decidir suas ações desde que não interfira na do outro e não obrigue ninguém aquilo que não quer.
A Covid-19, é um convite para “repensar”, pois o maior inimigo do ser humano tem sido o próprio ser humano, que represa poderes impedindo que outros tenham acesso, por ganância, egoismo ou mesmo por maldade.
Sabemos que se os mais poderosos doarem 5% de suas fortunas e se prestarem a deixarem de ganhar por seis meses, tudo se resolverá e a vida voltará ao normal. Mas o fanatismo, a petulância, a maldade interior aflorada de al-guns, não só impede a verdadeira solução para o problema, como prejudica a todos os setores, levando civilizações ao escarnio promovido por poucos que detêm muito mais do que precisam bloqueando o fluxo social onde todos se prejudicam, inclusive eles que mais cedo ou mais tarde, entrarão na ciranda natural onde sem produção, não há produto e a economia vai se desfazendo. A vida é mais importante para to-dos, empregados, patrões. O sistema é uma engrenagem onde todos tem suas funções.
Vamos repensar na hora de votar, principalmente para o legislativo, onde são feitas e desfeitas a leis. O Brasil não pode voltar ao sistema imperial, afinal a família que está governando nem nobreza tem, quanto mais competência.
Matéria tirada de: Trindade Afro Brasileira; editorial jornalista Cosme Ap. Felix MTB 69735-SP
