- Sacerdote ou Sacerdotisa (Do latim Sacerdos – sagrado; e otis – representante, portando “representante do sagrado”) é uma autoridade ou ministro religioso, habilitado para dirigir ou participar em rituais sagrados de uma religião em particular. Eles também têm a autoridade ou o poder de administrar os ritos religiosos, em especial, os ritos de sacrifício e expiação de uma divindade ou divindades. Seu cargo ou posição é chamado de Sacerdócio, um termo que pode também se aplicar a essas pessoas coletivamente.
Sacerdotes e sacerdotisas são conhecidos desde os primórdios dos tempos e mesmo em sociedades mais primitivas. Eles existem em todos ou alguns ramos do judaísmo, cristianismo, xintoísmo, hinduísmo, e muitas outras religiões, como também, são geralmente considerados como tendo um bom contato com a divindade ou divindades da religião e muitas vezes os outros crentes pedem conselhos sobre questões espirituais a eles.
Em muitas religiões, o ofício de sacerdote ou sacerdotisa é um trabalho de tempo integral, exigindo total dedicação. Em outros casos, no entanto, é um trabalho ocasional. Por exemplo, no início da história da Islândia, os chefes eram também goði, uma palavra equivalente a “sacerdote”. Mas, como visto na saga de Hrafnkell, o trabalho de um sacerdote consistia apenas de oferecer sacrifícios periódicos para deuses e deusas do Norte, não sendo um trabalho de tempo integral, nem envolvendo ordenação.
Em algumas religiões, tornar-se um sacerdote ou uma sacerdotisa é feito por eleição; enquanto em outras, o sacerdócio é herdado em linhas familiares, como um casta
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Novamente me dirijo ao leitor para lembra-los de que a internet contém informações preciosas, que podem nos ajudar a melhorar nossas ideias. As questões nas religiões de matriz africana continuam se repetindo, apesar do avanço em algumas áreas como a própria informatização, estamos perdendo no qualificativo de nossos grupos, pior de que o quantitativo, que muitos insistem em destacar a fim de conseguir bônus nas vendas de seus produtos.
Vejo que a quantidade não é o importante, pois nós os religiosos de verdade não estamos preocupados com números, mas com Qualidade, Verdade, o que move a fé, o comprometimento com o divino em que cremos. Esta definição sacerdotal precisa ser mais bem esclarecida entre os afro-religiosos, muitas pessoas acham que somente o “Pai de Santo” é o sacerdote, mas vejo todos os indivíduos ligados aos cultos diretamente como sacerdotes, o “Pai de Santo” ou “Mãe de Santo”, são sumosacerdotes de um coletivo de sacerdotes, onde cada sacerdote tem sua função, como os tocadores, que na umbanda são atabaqueiros, que tocam atabaque, no candomblé de keto são ogãs, os cambonos(as) na umbanda, as kotas no candomblé de angola, assim como as ekejis no keto, as ìyábasses que são responsáveis pelo preparo dos alimentos, os olossaíns, etc. etc., são todos sacerdotes com funções importantes que seguem sob a organização de um sumo(a) sacerdote, no caso os babalorixá e iyalorixás, os padrinhos e madrinhas da umbanda, os ngangas e as mametos de angola. Em fim os paes e as mães de santo que são os sumos-sacerdotes(isa).
Mas para que se estabeleça de fato e de direito estas convicções, que não são minhas, mas o que se fala em prosa, é preciso se instituir, escrever, registrar, com o aval de um colegiado do meio. Isto é o Concilio Afro Religioso, ou os concílios, visto que somos várias religiões, e Umbanda não é Candomblé, ketu não é angola, que não é jeje, etc., etc. Somos sim uma mistura, mas distinta e consciente, muito embora haja muitos oportunistas promovendo seus produtos em cima da ignorância de outros. Com exceção da Umbanda brasileira que é cristã e por isto segue a gênesis judaica, cada nação de candomblé tem suas gênesis distintas, os iorubas que dão origem ao culto de orixás tem a sua, os bantos que cultuam n’quissi e muquixi as suas, o fon e o ewe, denominados jejes tem a sua, as diversas nações silvícolas brasilianas também tem suas convicções de criação distintas, e todos estão contidos no grupo afroreligioso quando se discute religiosidade afro-brasileira. Por exemplo; Axé é do povo de ketu, Aueto do povo de angola, sarava da umbanda, etc. Precisamos nos despir da vaidade, da ganancia e do ressentimento e nos dedicar mais ao Sagrado.
