A resposta é simples, o cargo eletivo é um emprego temporário, onde o cidadão é quem recruta o funcionário, através do voto, sim “Todo poder emana do povo e em seu nome é exercido“. Sendo assim o povo é que é o patrão, aliás os salários são pagos com dinheiro dos impostos. Pagos pelo povo.
Qualquer emprego exige minimamente conhecimento técnico onde o trabalhador vai se instalar. O mesmo deve-se apregoar aos cargos públicos eletivos como presidentes, governadores, senadores, deputados e vereadores. Os candidatos devem ter comprovadamente o conhecimento sobre o cargo que pleiteiam, por exemplo; o tamanho do município, o perfil da população, déficit de moradias, escolas, hospitais, saneamento básico, redes fluviais, transportes públicos, entre outras questões.
Mais do que ter a idade mínima exigida, é preciso ter conhecimento geral sobre a função a ser exercida, no caso de obter a aprovação nas urnas. Porém nada disso é exigido, vejam só! Um uma pessoa analfabeta, sem completar o ensino primário, pode se candidatar aos cargos acima e decidir questões sobre segurança, educação, saúde, etc… Também o eleitor, que é o empregador, que pagará as custas desse servidor, nem sempre tem consciência do nível de responsabilidade que está entregando, ao aprovar o candidato através do voto, daí concordo também que o direito ao voto deve ser também revisto, pois uma pessoa sem instruções mínimas sobre a política, certamente não terá noção de que seu voto será bem aplicado ao escolher determinado candidato, muitas vezes, por impulsos irresponsáveis e inconscientes.
Em diversos artigos desta revista, nas vezes em que me candidatei a deputado federal, apresentei uma proposta de emenda parlamentar para que se exigisse uma habilitação certificada por órgão competente para a candidatura, e também sugiro que para obter título de eleitor, pois ambas as tarefas são de suma importância para todos mas, enfim… segue o artigo.
O Brasil precisa se libertar dos currais eleitorais que excluem grupos étnicos. Os governantes devem ter atitudes laicas, assim como todos servidores públicos. Porém é justo que se elejam representantes que garantam os direitos dos grupos aos quais representam. Parlamentares são eleitos para fazerem leis e fiscalizarem as já existentes, sempre respeitando a lei maior, a Constituição Federal, não para ministrarem religião, por exemplo. É importante que a diversidade cultural, religiosa, sexual e étnica seja representada nos parlamentos. A democracia sugere isto em seus princípios, pois Democracia é um regime político em que todo cidadãos é elegível participando igualmente, diretamente ou através de representantes eleitos.
Matéria tirada de: Tribuna Afro Brasileira; editorial jornalista Cosme Ap. Felix MTB 69735-SP
