- Fazer um produto afrobrasileiro por mais de três décadas exige muita perseverança , pois somos um grupo que ainda tem dificuldade em entender e seguir o “Junto Somos Mais” tão alado e escrito em versos e prosas, principalmente dentro dos movimentos negros, que ainda estão presos nas correntes das vaidades, que muitas vezes falham com as verdades pelas vaidades, que revelam um egoísmo de alguns e faz com que nosso grupo étnico esteja sempre em terceiro plano nas ações públicas e de poder. A população afro-brasileira, hoje mistirada com descentes europeus e asiáticos, entre outros povos que ao longo da história vem se missigenando em nosso país, também compõem grande número dentro das sociedades afro-religiosas, principalmente Umbanda e o Candomblé, branqueando estas tradições ao ponto de serem a maioria principalmente nos postos de poder. Isto é bom pela ótica de que quebra a discriminação de uma cultura negra, mas é ruim por muitas vezes tirar dos negros(as) o pertencimento da sua ancestralidade tão explorada que por séculos foi escravizada sem nem uma reparação.
Matéria tirada de: Tribuna Afro Brasileira; editorial jornalista Cosme Ap. Feliz MTB 69735-SP
